"ELE SERÁ CHAMADO NAZARENO" - Mateus Errou ao Citar Essa Professia?

“Ele Será Chamado Nazareno” — Mateus Errou ao Citar Essa Profecia?

Prof. Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)
Mateus afirma que Jesus mudou-se para Nazaré, para "que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno" (Mateus 2:23). Entretanto, tal profecia não é encontrada em nenhum profeta do AT. Será que Mateus cometeu um erro?
Mateus não disse que algum "profeta" (no singular) do AT tenha afirmado isso. Ele simplesmente afirmou que “profetas” (no plural) que viveram no AT predisseram que Jesus seria chamado Nazareno. Dessa forma, não há por que acharmos que devemos encontrar um versículo nesse sentido; devemos simplesmente considerar como sendo a afirmação de Mateus uma verdade geral, que pode ser encontrada em muitos profetas, no que corresponde ao tipo característico do nazareno. Há várias sugestões de como Jesus teria "cumprido" (realizado) essa verdade.
Alguns apontam para o fato de que Jesus cumpriu todos os requisitos de justiça da Lei do AT (Mt 5:17-18; Rm 8:3-4), da qual uma parte envolvia o santo compromisso feito no voto de “Nazireu”. Esse voto era para "consagrar-se para o Senhor" (Nm 6:2), e Jesus cumpriu isso perfeitamente. Entretanto, a palavra é diferente tanto no hebraico como no grego, e Jesus nunca fez esse voto em particular. Outros apontam para o fato de que Nazaré provém da palavra básica natzer (renovo). E muitos profetas falaram do Messias como sendo o “Renovo” (cf. Is 11:1; Jr 23:5; 33:15; Zc 3:8; 6:12).
Ainda outros observam que a cidade de Nazaré, onde Jesus viveu, era um lugar desprezado, “fora dos bons caminhos”. Isso ficou evidente na resposta de Natanael: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1:46). Considerando isso, “Nazareno” era um termo de desprezo apropriado ao Messias, a respeito de quem os profetas haviam predito que seria "desprezado e o mais rejeitado entre os homens" (Is 53:3; cf. SI 22:6; Dn 9:26; Zc 12:10).
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“He Will Be Called a Nazarene” — Did Matthew Misquote This Prophecy?
Prof. Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)
Matthew states that Jesus moved to Nazareth so that “what was spoken through the prophets might be fulfilled: He will be called a Nazarene” (Matthew 2:23). However, no such prophecy is found in any OT prophet. Did Matthew make a mistake?
Matthew did not say that any OT “prophet” (singular) said this. He simply stated that “prophets” (plural) who lived in the OT predicted that Jesus would be called a Nazarene. So there is no reason to think that we should find a verse to that effect; we should simply consider Matthew’s statement to be a general truth that can be found in many prophets, corresponding to the characteristic type of the Nazarene. There are several suggestions as to how Jesus would have “fulfilled” (realized) this truth.
Some point to the fact that Jesus fulfilled all the requirements of righteousness in the OT Law (Matt. 5:17-18; Rom. 8:3-4), part of which involved the holy commitment made in the “Nazarite” vow. This vow was to “consecrate oneself to the Lord” (Num. 6:2), and Jesus fulfilled it perfectly. However, the word is different in both Hebrew and Greek, and Jesus never made this particular vow. Others point to the fact that Nazareth comes from the root word natzer (branch). And many prophets spoke of the Messiah as being the “Branch” (cf. Isa. 11:1; Jer. 23:5; 33:15; Zech. 3:8; 6:12). Still others note that the town of Nazareth, where Jesus lived, was a despised place, “off the beaten path.” This is evident in Nathanael’s response: “Can anything good come out of Nazareth?” (John 1:46). Considering this, “Nazarene” was a term of contempt appropriate for the Messiah, whom the prophets had predicted would be “despised and rejected by men” (Isaiah 53:3; cf. Psalm 22:6; Daniel 9:26; Zechariah 12:10).
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O QUE É UM EVANGELISTA?

 O que é um evangelista?

Prof. Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)
Um evangelista é uma pessoa que tem o dom de pregar o evangelho, trazendo pessoas para Jesus. Deus usa o evangelista para convencer as pessoas do pecado e da necessidade de salvação. O trabalho do evangelista é muito importante mas também precisa da cooperação dos outros membros da igreja.
Deus distribui vários dons entre as pessoas, para a edificação da igreja. Um desses dons é o dom de evangelista (Efésios 4:11-12). A pessoa que tem o dom de evangelista tem uma capacidade especial para explicar o evangelho de maneira convincente para quem ainda não conhece.
Evangelho significa “boa notícia”. O evangelista é a pessoa que leva a boa notícia sobre a salvação em Jesus para outras pessoas. No entanto, esse não é trabalho exclusivo do evangelista. Todo crente tem o dever de pregar o evangelho a quem ainda não crê (Marcos 16:15). O evangelista tem apenas um talento maior para evangelho.
O que um evangelista faz?
A função principal do evangelista é apresentar as pessoas a Jesus, mostrando o caminho da salvação. Através de conversas ou pregações, o evangelista explica sobre o pecado, a necessidade de salvação e como Jesus veio para nos salvar. O evangelista ajuda as pessoas a tomarem um passo de fé e entregarem suas vidas a Jesus.
O trabalho do evangelista deve ser apoiado pelo resto da igreja. A conversão é apenas o primeiro passo. Cada pessoa que se converte precisa ser integrada na comunidade cristã e ser ensinada a viver para Jesus (Mateus 28:19-20). E isso não é responsabilidade do evangelista, é responsabilidade de todos.
Um evangelista também pode ter outros dons. No Novo Testamento, um seguidor de Jesus chamado Filipe era conhecido como evangelista. Além de levar muitas pessoas a se converterem, Filipe também tinha o dom de servir, realizar milagres e curar doentes (Atos dos Apóstolos 8:5-7).
Quem pode ser evangelista?
Qualquer pessoa que tiver o dom pode ser evangelista! De qualquer forma, todos devemos pregar o evangelho quando temos oportunidade. Evangelizar não é trabalho exclusivo do evangelista.
A melhor forma de descobrir se você tem o dom de evangelista é praticando! Você poderá ser chamado para ser evangelista se:
Aparecem muitas oportunidades para falar de Jesus
Quando você evangeliza as palavras fluem naturalmente
As pessoas ficam muito interessadas ou se convertem quando você fala sobre Jesus
No entanto, é bom lembrar que isso não vem de você; é um dom do Espírito Santo. Somente o Espírito Santo convence as pessoas do pecado e da salvação em Jesus (João 16:7-8). O trabalho do evangelista é falar mas é Deus quem converte.
Caso, queria falar comigo sobre o assunto, o meu WWhatsAppé 55 17 981065410
No amor de Cristo, Graça e Paz!
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What is an evangelist?
Prof. Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)
An evangelist is a person who has the gift of preaching the gospel, bringing people to Jesus. God uses the evangelist to convince people of sin and the need for salvation. The work of the evangelist is very important but also requires the cooperation of other members of the church.
God distributes various gifts among people, for the edification of the church. One of these gifts is the gift of evangelist (Ephesians 4:11-12). The person who has the gift of evangelist has a special ability to explain the gospel in a convincing way to those who do not yet know it.
Gospel means “good news”. The evangelist is the person who brings the good news about salvation in Jesus to other people. However, this is not the exclusive work of the evangelist. Every believer has the duty to preach the gospel to those who do not yet believe (Mark 16:15). The evangelist has only one major gift for the gospel.
What does an evangelist do?
The main function of an evangelist is to introduce people to Jesus, showing them the way of salvation. Through conversations or preaching, the evangelist explains about sin, the need for salvation, and how Jesus came to save us. The evangelist helps people take a step of faith and give their lives to Jesus.
The work of the evangelist must be supported by the rest of the church. Conversion is only the first step. Each person who is converted needs to be integrated into the Christian community and taught how to live for Jesus (Matthew 28:19-20). And this is not the responsibility of the evangelist; it is everyone's responsibility.
An evangelist can also have other gifts. In the New Testament, a follower of Jesus named Philip was known as an evangelist. In addition to leading many people to conversion, Philip also had the gift of serving, performing miracles, and healing the sick (Acts 8:5-7).
Who can be an evangelist?
Anyone who has the gift can be an evangelist! In any case, we should all preach the gospel when we have the opportunity. Evangelizing is not the exclusive job of the evangelist.
The best way to find out if you have the gift of evangelism is to practice! You may be called to be an evangelist if:
Many opportunities arise to talk about Jesus
When you evangelize, the words flow naturally
People become very interested or are converted when you talk about Jesus
However, it is good to remember that this does not come from you; it is a gift of the Holy Spirit. Only the Holy Spirit convinces people of sin and salvation in Jesus (John 16:7-8). The job of the evangelist is to speak, but it is God who converts.
If you would like to talk to me about this subject, my WhatsApp is 55 17 981065410
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COMO EVANGELIZAR?

 

Como evangelizar?

Prof. Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)
Não existe nenhuma fórmula mágica para evangelizar. Podemos evangelizar de muitas formas diferentes mas a mensagem principal é só uma. É importante seguir a direção do Espírito Santo na evangelização.
A mensagem do evangelho, que as pessoas precisam ouvir, é sobre a morte e ressurreição de Jesus. Todos pecamos e nossos pecados nos separam de Deus. Mas Deus nos ama e enviou Jesus para pagar o preço por nós (Romanos 3:23-24). Agora quem se arrepende de seus pecados e aceita Jesus como seu salvador volta a ter um relacionamento com Deus. Jesus nunca abandona quem o ama e um dia todos os salvos vão para o Céu.
Todo crente deve evangelizar. Muitas pessoas ainda não conhecem Jesus e precisam dele. Existem muitas formas de evangelizar e não podemos oferecer um padrão para usar em todas as situações. Mas existem algumas regras gerais que ajudam:
Orar
Tudo depende da vontade de Deus. Por isso é importante conversar com Ele e pedir ajuda para falar sobre Jesus (Efésios 6:18-19). É bom pedir para que Deus prepare seu coração e os corações dos ouvintes. Orar ajuda a ficar preparado. Para se preparar também é importante estudar a Bíblia e procurar aprender sempre mais sobre Jesus.
Viver o evangelho
O maior testemunho que você pode dar é a forma como você vive (1 Pedro 3:1-2). Uma vida transformada por Jesus não passa despercebido. Quando as pessoas à sua volta veem sua atitude diferente, vão fazer perguntas que podem levar a conversas sobre Jesus.
Amar o próximo
Amar o próximo é o segundo maior mandamento, depois de amar a Deus sobre todas as coisas (Mateus 22:37-39). A grande motivação para evangelizar é o amor. O objetivo da evangelização não é ter uma igreja grande nem receber reconhecimento. Evangelização não é sobre números nem estatísticas. Cada pessoa é importante e amada por Deus. É muito importante tratar as pessoas com amor quando você evangeliza. E o amor se expressa principalmente em ação (1 João 3:18)
Escutar
Evangelização não é só falar, também é escutar:
O Espírito Santo – para saber como guiar a conversa de maneira sábia.
O próximo – para conhecer melhor a pessoa, entender seu ponto de vista e tentar ajudar.
Falar a verdade
Jesus é a verdade, mas o diabo é o pai da mentira (João 8:44). Por isso, é muito importante ser honesto. Você não precisa fingir que tem todas as respostas (você não é Deus), nem que a vida é perfeita depois de conhecer Jesus. A verdade tem muito mais poder do que você imagina. Apenas a verdade liberta (João 8:32).
Descubra aqui mais: ide e pregai o evangelho - como faço isso?
Não desistir!
Nem sempre você vai ver resultados. Desilusões acontecem e muitas pessoas não querem saber. Mas não desista! Aproveite cada oportunidade que Deus lhe dá e ore pelas pessoas. Você talvez não verá todos os resultados mas as sementes que você lança poderão dar tantos frutos que você nem imagina! -
No amor de Cristo, Paz e Graça!
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How to evangelize?
Professor Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)
There is no magic formula for evangelizing. We can evangelize in many different ways, but the main message is only one. It is important to follow the guidance of the Holy Spirit in evangelizing.
The message of the gospel, which people need to hear, is about the death and resurrection of Jesus. We all sin and our sins separate us from God. But God loves us and sent Jesus to pay the price for us (Romans 3:23-24). Now, those who repent of their sins and accept Jesus as their savior return to have a relationship with God. Jesus never abandons those who love him and one day all those who are saved will go to Heaven.
Every believer should evangelize. Many people still do not know Jesus and need him. There are many ways to evangelize and we cannot offer a standard to use in all situations. But there are some general rules that help:
Pray
Everything depends on God's will. That is why it is important to talk to Him and ask for help to talk about Jesus (Ephesians 6:18-19). It is good to ask God to prepare your heart and the hearts of your listeners. Praying helps you to be prepared. To prepare yourself, it is also important to study the Bible and seek to learn more about Jesus.
Living the gospel
The greatest testimony you can give is the way you live (1 Peter 3:1-2). A life transformed by Jesus does not go unnoticed. When people around you see your different attitude, they will ask questions that can lead to conversations about Jesus.
Love your neighbor
Loving your neighbor is the second greatest commandment, after loving God above all things (Matthew 22:37-39). The great motivation for evangelizing is love. The goal of evangelizing is not to have a large church or to receive recognition. Evangelizing is not about numbers or statistics. Each person is important and loved by God. It is very important to treat people with love when you evangelize. And love is expressed mainly in action (1 John 3:18)
Listening
Evangelism is not just about talking, it is also about listening:
The Holy Spirit – to know how to guide the conversation wisely.
The neighbor – to get to know the person better, understand their point of view and try to help.
Speaking the truth
Jesus is the truth, but the devil is the father of lies (John 8:44). Therefore, it is very important to be honest. You do not need to pretend that you have all the answers (you are not God), nor that life is perfect after knowing Jesus. The truth has much more power than you imagine. Only the truth sets you free (John 8:32).
Find out more here: Go and preach the gospel - how do I do this?
Don't give up!
You will not always see results. Disappointments happen and many people do not want to know. But do not give up! Take advantage of every opportunity that God gives you and pray for people. You may not see all the results, but the seeds you plant can bear so much fruit that you can't even imagine! -
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ANÁTEMA - ESTUDO BÍBLICO

Anátema — Estudo Bíblico

Prof. Raymundo Cortizo Perez, (Th.D.)
No grego ático, anathema significa algo “posto de lado” ou “suspenso”, como um a oferta prometida, separada para um deus. Isso era suspenso em um templo ou outro lugar de adoração. Na Septuaginta, veio a indicar qualquer coisa devotada a Deus, proibida para uso ordinário, ou algo destinado à destruição (Lev. 27:19; Jos. 6:17). No Novo Testamento, tem o sentido de maldito, em Romanos 9:3; I Cor. 12:3 e Gál. 1:8,9.
A palavra veio a ser associada a exclusão, visto que o excluído tomava-se “maldito”. Alguns pensavam que desde o tempo refletido em Esd. 10:8, o termo (por meio do grego), indicava exclusão. Assim foi empregado no Talmude e nos escritos dos p ais gregos, com regularidade. Ver o artigo sobre a exclusão. As referências do Novo Testamento não envolvem a ideia de exclusão eclesiástica, mas sim, de maldição espiritual. Em I Cor. 16:22, a palavra aparece lado a lado com o termo aramaico maranatha (nosso Senhor vem, ou o imperativo, vem, nosso Senhor!). A interpretação com um disso é que aquele que não amar nosso Senhor, por ocasião de Sua vinda, ao ter de defrontar-se com Ele, será espiritualmente amaldiçoado.
Isso é um lembrete da constante doutrina cristã de que a vinda do Senhor impõem o julgamento, e não somente a bênção. Ver os artigos sobre o julgamento e os galardões. História:
1. Antes do Novo Testamento. As ofertas votadas, nas com unidades hebreias e não-hebreias; algo maldito; talvez a exclusão, em alguns casos.
2. No Novo Testamento. As ofertas votadas, Lucas 21:5; algo espiritualmente maldito, ver as referências acima.
3. Na Igreja primitiva. Especialmente entre os pais gregos, a exclusão, bem como um pronunciamento sobre os hereges e suas doutrinas, presumivelmente envolvendo uma maldição espiritual, um uso comum entre os séculos III e VI de nossa era.
4. Após o século VI D.C., com frequência a palavra era usada com sentido mais forte do que a exclusão, que podia ser a simples interrupção da comunhão com a igreja, sem que fossem vedados a adoração e os ritos. Esse uso mais forte presumivelmente pronunciava um corte espiritual de Deus e da salvação em Cristo. Os homens têm se mostrado prontos a perseguir e amaldiçoar àqueles que lhes parecem diferentes. Jesus e Paulo não escaparam a isso. Essa circunstância deveria limitar o orgulho daqueles que amaldiçoam.
A palavra traduzida por anâtema, originalmente era utilizada para indicar apenas um a oferta qualquer, e tanto nos escritos clássicos com o na Septuaginta (tradução do A.T. hebraico para o grego, que já estava completa por volta do século II A.C.), o uso regular da palavra é esse. Essa forma substantivada se deriva do verbo anatithemi, que significa “dedicar”, “tal como uma oferta votiva”. Essa palavra gradualmente foi se revestindo de um sentido negativo, como algo “devotado” ao mal ou à destruição, certamente sugerido pelo fato de que os sacrifícios eram consumidos.
Foi daí que a palavra assumiu o seu sentido negativo de maldição, em que o indivíduo é declarado separado de Deus e maldito, ou seja, oficialmente separado da vinculação à igreja ou sinagoga. (Pode-se comparar com isso as passagens de Gál. 1:8,9; I Cor. 12:3 e 16:22, onde esse tipo de uso negativo da palavra “anátema” é usado nas páginas do N.T.).
O Uso em Rom. 9:3. Pouca dúvida pode haver de que Paulo usava o vocábulo em Rom. 9:3 em sentido negativo; e o desejo hipotético, cuja impossibilidade ele esqueceu momentaneamente, seria que ele desejava ser separado de Cristo, sendo assim lançado na destruição fatal da alma. Alguns intérpretes, entretanto, têm procurado suavizar o desejo expresso aqui por Paulo, fazendo com que esse anátema seja menos do que o próprio Paulo tencionava que fosse. Como exemplos disso, alguns têm pensado que:
1. Paulo queria dar a entender a morte física, e não a espiritual.
2. O apóstolo queria indicar a exclusão da igreja, e não a condenação da sua alma.
3. Paulo pensava na alienação entre sua pessoa e Deus, embora isso não envolvesse, necessariamente, a condenação de sua alma. Entre os judeus, a exclusão dos membros das sinagogas era realizada gradualmente: a. exclusão do templo; b. havia a expulsão da congregação, em que o disciplinado ficava separado dos outros, já com maior severidade na disciplina.
Neste segundo caso, ordinariamente se supunha que Deus tomava o mesmo ponto de vista sobre os culpados que as autoridades eclesiásticas; e isso significava que o réu corria o perigo de ser condenado por Deus, no estado eterno. Se porventura Paulo fez alguma alusão a essas ideias judaicas, então o texto deixa plenamente indicado que esse desejo hipotético se estendia até a condenação divina, e que ele desejaria ter ficado maldito por Deus, contanto que isso trouxesse o povo de Israel de volta ao seu Deus. Ora, não há que duvidar que isso é o que Paulo queria dizer, o que significa que não há nenhum a necessidade de suavizarmos nem o tipo de desejo expresso por ele, e nem o sentido da palavra grega “anátema”.
Pode-se observar que Moisés fez um a declaração similar, não menos radical do que a de Paulo, conforme se lê no registro de Êxo. 32:32: “Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; — ou, senão, risca-me, peço-te, do livro que escreveste”. Bacon considerava essa atitude de “êxtase de amor e infinito sentimento de com unhão” com outras pessoas. Bengel observou sobre Rom. 9:3: “Não é fácil calcular a medida do amor de um Moisés ou de um Paulo. Porque a nossa razão tão limitada não a apreende, tal como uma criança não pode compreender a coragem dos guerreiros!” Moule (em Rom. 9:3), aplicando, um raciocínio estritamente lógico a essa questão, observa: “Desejar a maldição de Deus é desejar não apenas o sofrimento, mas igualmente a alienação moral longe dele, a retirada da capacidade que a alma tem de amá-lo. Por conseguinte, esse desejo na realidade seria um ato de ‘maior amor ao próximo do que a Deus’. Além disso, a alma redimida ‘não pertence mais a si própria’: desejar que o ‘eu’ seja amaldiçoado e cindido de Cristo seria desejar a perda daquilo que foi ‘comprado e feito de Cristo’.
Porém, a razão lógica desse desejo transparece na leitura do oitavo capítulo da epístola aos Romanos, e nisso percebemos quão inteiramente impossível, moralmente falando, era para Paulo realmente desejar a realização desse anelo. Não há razão alguma para supormos, entretanto, que o apóstolo Paulo, arrebatado em seu fervor momentaneamente, não tivesse levado em conta tais “impossibilidades morais” dos desejos por ele expressos, ainda que mui provavelmente soubesse que tal anelo, de fato, era impossível.
No amor de Cristo, Graça e Paz! 

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