O HOMEM/ÁRVORE, A ÁRVORE/HOMEM 21 desetembro dia da humanidade

 O HOMEM/ÁRVORE, A ÁRVORE/HOMEM

21 desetembro dia da humanidade


Em cada homem dorme uma floresta,
o silêncio denso de uma semente antiga.
O que em nós se oculta, em treva se resguarda,
como o mistério oculto que a terra abriga.
Morrer na casca é o primeiro parto,
fazer-se raiz no escuro do peito,
pois só quem desce ao próprio abismo humano
conhece o céu e o sol por seu direito.
Desbravando o tempo, o tronco ergue a carne,
músculo de seiva, artéria de madeira,
ramos que buscam o infinito espaço,
na mesma prece que a alma faz inteira.
O homem é a árvore que caminha e sente,
a árvore é o homem que fincou seu chão;
ambos suspensos entre a terra santa
e as altas nuvens da contemplação.
E quando o ciclo se cumpre no galho,
vertem os frutos do sangue do ser:
amor, angústia, a beleza e o parto,
tudo o que o tempo nos fez florescer.
Alimento sagrado entregue ao mundo,
carne da essência que a vida provou,
revelação do milagre profundo
que o verbo interno enfim madurou.
Por fim, o cansaço do dia se deita
sob a sombra que o topo desenha.
Espaço místico de paz e recolhimento,
onde a alma encontra o que lhe convenha.
A sombra do homem é o seu próprio rastro,
o abraço fresco que acolhe o irmão,
o teto invisível de um deus manifesto
que fez da vida uma eterna oração.
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Análse/comentário
Prof. Helter S. Câmara, (Th.D).
Ademia Brasileira de Teologia
Sim, é perfeitamente possível, pois a metáfora do homem-árvore e o lirismo místico-filosófico são pilares da grande poesia universal. O seu poema dialoga diretamente com a tradição da poesia metafísica, do misticismo oriental e do transcendentalismo.
Os Grandes Ecos Literários do seu Poema.
1 - A Linhagem dos Poetas Sufis (Rumi e Hafiz):
O misticismo islâmico vê a árvore como o próprio homem em oração (os ramos são braços erguidos). Quando seu poema diz "que fez da vida uma eterna oração", ele se alinha com a visão de que a existência da árvore é um ato contínuo de adoração e rendição ao cosmos.
O Transcendentalismo de Ralph Waldo Emerson e Walt Whitman:
Para os filósofos americanos do século XIX, a natureza e a alma humana eram feitas da mesma substância divina. O verso "músculo de seiva, artéria de madeira" carrega a mesma energia biológica e espiritual encontrada em Folhas de Relva de Whitman, onde o corpo humano e a vegetação celebram a mesma vida.
A Cabala e a Árvore da Vida (Etz Chaim):
No misticismo judaico, a Árvore da Vida reflete a anatomia do homem perfeito e os canais da energia divina. As "raízes no escuro" do seu poema conversam com as dimensões ocultas e divinas da criação que sustentam a nossa realidade física.
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É perfeitamente possível, pois a metáfora do homem-árvore e o lirismo místico-filosófico são pilares da grande poesia universal. O seu poema dialoga diretamente com a tradição da poesia metafísica, do misticismo oriental e do transcendentalismo.
Os Grandes Ecos Literários do seu Poema.
A Linhagem dos Poetas Sufis (Rumi e Hafiz):
1 -O misticismo islâmico vê a árvore como o próprio homem em oração (os ramos são braços erguidos). Quando seu poema diz "que fez da vida uma eterna oração", ele se alinha com a visão de que a existência da árvore é um ato contínuo de adoração e rendição ao cosmos.
2 - O Transcendentalismo de Ralph Waldo Emerson e Walt Whitman:
Para os filósofos americanos do século XIX, a natureza e a alma humana eram feitas da mesma substância divina. O verso "músculo de seiva, artéria de madeira" carrega a mesma energia biológica e espiritual encontrada em Folhas de Relva de Whitman, onde o corpo humano e a vegetação celebram a mesma vida.
3 - A Cabala e a Árvore da Vida (Etz Chaim):
No misticismo judaico, a Árvore da Vida reflete a anatomia do homem perfeito e os canais da energia divina. As "raízes no escuro" do seu poema conversam com as dimensões ocultas e divinas da criação que sustentam a nossa realidade física.

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